domingo, 19 de fevereiro de 2012

Resposta_ativ5

Olá, Janaína
Em resposta à sua pergunta,
QUESTÃO 1: Janet Murray (2003) aponta imersão, transformação e agência como elementos responsáveis pelo encantamento tecnológico. Comente sobre estes 3 elemento e o porque deles possibilitarem esse encantamento.
Imersão – segundo Murray (2003), é como um envolvimento físico, só que nos sistemas computacionais, que dá prazer, é desejado, é como a sensação de estar envolvidos por uma realidade completamente estranha. Para Santaella (2004), imersão é concentração, e Grau (2007), diz que a imersão é “caracterizada por um envolvimento emocional e por uma redução de pensamento crítico frente ao que se está imerso”. Tendo aqui três concepções de imersão: perceptiva, emocional e cognitiva.
Transformação – “é a capacidade dos sistemas interativos de transformarem os elementos digitais, desde formas até roteiros”. Sendo as informações moldáveis, fluidas e plásticas é possível a “reconfiguração das informações em vários níveis, proporcionando a realização de percursos informacionais personalizados, o exercício individual em uma mídia pós-massiva”.
Agência – é a afetividade da ação, com feedback em tempo real, para Murray (2003, 127) é “capacidade gratificante de realizar ações significativas e ver os resultados de nossas decisões e escolha”. É quando a pessoa interage estabelece uma ação, resultando em outra ação. No que diz respeito ao meio computacional há uma interatividade, porque há mediação tecnológica, como agora nesta atividade que estamos desenvolvendo.
Possibilitam o encantamento, porque se mantém “integral enquanto experiência”,... tanto deslumbramento quanto encantamento causam impacto, e “há interesse e espaço para os dois níveis de sedução”, pois, “a cultura cria e mantém ambas as formas de impacto, tendo espaço para bons projetos que deslumbram, como tem para boas propostas que encantam”. “O encantamento busca, além do impacto, uma articulação com a cultura, na criação de sentidos”. “Imersão, agência e transformação são apontados como conceitos que conduzem ao encantamento, mas podem conduzir ao deslumbramento”.
Solange de Carvalho Araújo – Grupo 2 – Posse.



Olá, Marlene em sua pergunta
Pergunta 01.
Argumente o impacto do binômio deslumbramento x encantamento, discutido no artigo Deslumbramentos e encantamentos: estratégias tecnológicas das interfaces computacionais, de Cleomar Rocha, na dinâmica de uma sala de aula, tentando responder à questão: a tecnologia ajuda ou atrapalha na aprendizagem?
Eu diria que é óbvio que a tecnologia ajuda na aprendizagem desde que seja utilizada de forma coerente e equilibrada, o problema é que muitas pessoas ainda se deixam levar pelo deslumbramento, ficam ofuscadas como cita o autor, nesse sentido (parafraseando) “o interesse e admiração são claros e intensos”. Porém, é uma intensidade que se esvai em curto prazo de tempo. De acordo com Rocha, “os recursos tecnológicos causam cada vez mais efeitos nas pessoas, resultando em condições de experiências cotidianas com o aparato tecnológico, esse acesso resulta em maior dinâmica dos efeitos causados nos sujeitos, coletivamente”.
Solange de Carvalho Araújo – Grupo 2 – Posse.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

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SOCIEDADE, CULTURA E TECNOLOGIA
Atividade 5
Caro colega de Catalão, poderia responder às minhas perguntas?
1. Segundo Grau é um “fato a relação metafórica que constitui a aproximação perdida em alguns discursos, tomando a simulação pela coisa mesma”. Para o autor “esta característica de baixo discernimento, é como que tomado de assalto pelo discurso da inovação ou impactado pela novidade da imagem, atribuído a imersão”. (GRAU, 2009, 257) Como Grau explica essa imersão?

2. Como (BUENO, 1963) explica o termo deslumbramento?

Grata,
Solange de Carvalho Araújo - Posse

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Ativ4_SCT

Sociedade, Cultura e Tecnologia
Atividade 4
Por Solange de Carvalho Araújo
Nesta quarta semana temos a entrevista do filósofo Laymert Garcia dos Santos como base de discussão.

A atividade consiste na elaboração de duas ou três questões, que deverão ser respondidas pelos seus orientadores. Depois vocês deverão avaliar e comentar as respostas.
Então, a tarefa consiste primeiro na elaboração de duas ou três questões e depois na correção com comentários. CR
1. Sobre a perspectiva, de Laymert que o impacto digital,

“... não se trata só de uma digitalização da cultura, mas da criação de uma outra cultura, com outros referenciais, com uma outra cientificidade operatória (ou seja, uma outra maneira, um outro conceito de cultura) e uma outra maneira de conceber o que deve ser considerado ou não cultura e de como é que você olha as outras culturas, que não são a cultura de um cibernético.”
Não parece haver aqui um certo jogo de palavras? Como você explica esse argumento?

2. Em algumas das respostas de Laymert das páginas 290 a 292, exemplos:
“O meu maior problema com o Brasil é que existe ‘uma riqueza enorme e há um déficit de pensamento’ sobre o potencial dessa cultura nessa nova configuração que a gente vive e, sobretudo, no novo papel que esse país assume nessa redistribuição geopolítica pós-derretimento dos mercados.”
E, “... Como o Brasil nem reconhece que tem uma cultura brasileira que não seja aquela que espelha o ocidente, não pode dar ainda esse passo.”
Sem a intenção de forçar o texto, ele fala como se subestimasse a capacidade de entendimento, de envolvimento, dos brasileiros. Você concorda?

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Sociedade, Cultura e Tecnologia

Aquecimento com Marcelo Tas
Mídias na Educação – Sociedade Cultura e Tecnologia

1 - Um paralelo entre as ideias de Lúcia Santaella e Marcelo Tas

Definição de mídias – Lúcia Santaella

Ora, mídias são meios, e meios, são simplesmente meios, suportes materiais, canais físicos, nos quais as linguagens se corporificam e através dos quais transitam. E ainda...o veículo, meio ou mídia de comunicação é o componente mais superficial, no sentido de ser aquele que primeiro aparece no processo comunicativo. Embora sejam responsáveis pelo crescimento e multiplicação dos códigos e linguagens, meios continuam sendo meios.
A autora ainda comenta o pensamento de Heim (1999, p.31-45) que divide os críticos em três tipos de reação: os realistas ingênuos, os idealistas e os céticos. Aponta os realistas como aqueles que associam a realidade do imediatismo a computadores como poluidores e estes recuam, sua pretensão é estar fora da tecnologia, contrastando com os idealistas que consideram o mundo ‘digital’ o melhor dos mundos, avançam com otimismo, e, por fim os céticos que insistem que o ciberespaço está atravessando um processo de nascimento muito confuso o que os levam a ter uma atitude “de deixar acontecer para ver como é que fica”.
Superestimar e subestimar – Marcelo Tas
Os que subestimam o fazem por preconceito e não vêem o computador como um veículo de comunicação. Os que superestimam são os deslumbrados, em tudo percebe genialidade. Marcelo diz que é preciso estar atento tendo o “cuidado para não perder a perspectiva de que nós estamos falando de pessoas que estão usando essas ferramentas, e não das ferramentas”. Para o mesmo não adianta ter a máquina e não saber usá-la.
Em suma tanto para Santaella, quanto para Tas as mídias são instrumentos que devem ser usados com sabedoria, pois o próprio homem é que as cria e elas não seriam nada se não houvesse ‘alguém’ para manuseá-la. De acordo com Tas não será a ferramenta que vai determinar se o conteúdo vai ser bom ou não e sim como o autor vai desenvolvê-lo, dependendo assim do autor.

2 - “Inventou-se a motocicleta e a gente fica falando do pneu, do aro, do banquinho e não fala da viagem que a gente tem pra fazer com a moto”.
A falta de informação, de conhecimento, o medo do novo (nesse caso das novas tecnologias), o deslumbramento, esses dentre outros fatores, levam o indivíduo e perceber tão somente o que está à vista e não o que se pode fazer com o que se tem à mão. Isso dificulta muitas vezes na utilização das mídias, quantas vezes se ouve uma dona de casa dizer que: “só sabe ligar e desligar a televisão”, não conhece os recursos que tem em um controle remoto, e o celular só usa para atender e ligar as vezes nem sabe como procurar o contato na agenda do aparelho, e ainda faz o uso de uma cadernetinha com os nomes dos contatos, quando recebe uma mensagem espera alguém chegar pra saber por que ele ‘apitou’, sabe que é bom, mas não sabe como usar. Na mesma situação encontram-se muitos de nós (alunos), não sabemos como utilizar a plataforma, como chegar aos meios para postar uma atividade... Tudo ainda é novo, mas a oportunidade está à disposição é só aprender.

3 - Relevância e discernimento
Para Tas relevante é o ‘conteúdo’ ter consistência, ser significativo, fazer diferença, trazer ao indivíduo uma reflexão, deve ser algo que venha permear os pensamentos da pessoa, pra que haja uma ação transformadora, mas, para isso é necessário discernir. Todos os dias novas manchetes e artigos são lançados nas diversas mídias e como a internet está ‘bombando’, por que não utilizar esse meio que é tão rápido para divulgação e de tanta acessibilidade?


4 - A função do professor e a tecnologia
Daí vem o papel do professor, que precisa ‘saber usar’ o computador e conhecer os recursos que a internet oferece, estar ‘muito’ por dentro do que acontece ao seu redor (quando, não se sabe, tempo pra isso ele não tem), para contextualizar, interferir e ajudar seu aluno a construir seu conhecimento, tarefa difícil, os alunos vivem ‘navegando’ até sem internet.
Segundo Moran (2009, p.22),

Um dos grandes desafios para o educador é ajudar a tornar a informação significativa, a escolher as informações verdadeiramente importantes entre tantas possibilidades, a compreendê-las de forma cada vez mais abrangente e profunda e a torná-las parte do nosso referencial.

5 – “... Então a gente já vive imerso nesta gelatina de informação, e cada pessoa tem o seu filtro, sua maneira de se relacionar com isso.”
Realmente há uma gama de informações por aí, o que se faz pertinente, que é um se desafio, é a pessoa saber como filtrá-las. É uma escolha individual, o que para um é ‘certo’ para outro é ‘ruim’, e há muita coisa nociva vinculada aos meios.
Santaella afirma que,
...esses meios e os processos de recepção que eles engendram é que preparam a sensibilidade dos usuários para a chegada dos meios digitais cuja marca principal está na busca dispersa, alinear, fragmentada, mas certamente uma busca individualizada da mensagem e da informação.” (SANTAELLA, 2003, p. 27).


BIBLIOGRAFIA

MORAN, José Manoel. Caminhos para a aprendizagem inovadora. Novas Tecnologias e Mediação Pedagógica, 15ªed. SP: Papirus, 2009, p. 22-24. Disponível em: < http//www.eca.usp.br/prof/moran/camin.htm> . Acesso em: 28 jan.2012, 17:39.

Sociedade, Cultura e Tecnologia

Atividade 1

Sociedade Cultura e Tecnologias
Da cultura das mídias à cibercultura: o advento do pós-humano – Lúcia Santaella
Por Solange de Carvalho Araújo

Categorias e características das formações socioculturais
1. Quais são as categorias listadas pela autora e como estão caracterizadas?

- A autora considera seis tipos de formações: a cultura oral, a cultura escrita, a cultura impressa, a cultura de massas, a cultura das mídias e a cultura digital.

-Estão caracterizadas da seguinte forma:

Para a autora, antes é necessário lembrar que essas divisões estão pautadas na convicção de que os meios de comunicação, do aparelho fonador às redes digitais atuais, são apenas canais para a transmissão de informação. Porém os tipos de signos que circulam nesses meios, os tipos de mensagens e processos de comunicação são neles que se produzem os verdadeiros responsáveis não só por moldar o pensamento e a sensibilidade dos seres humanos, mas também por propiciar o surgimento de novos ambientes socioculturais.

As culturas oral e escrita estão dispostas em signos, linguagem e pensamento. Essas mídias são adaptáveis a novos ambientes sociais, onde é possível estudar sociedades cuja cultura se molda pela oralidade, pela escrita e mais tarde pela explosão das imagens na revolução industrial-eletrônica etc.
A cultura impressa não nasceu diretamente da cultura oral. Foi antecedida por uma rica cultura da escrita não alfabética.
A cultura das mídias encontra-se nos casamentos e misturas entre linguagens e meios, misturas essas que funcionam como um multiplicador de mídias. Estas produzem mensagens híbridas encontradas, nos suplementos literários ou culturais especializados de jornais e revistas, nas revistas de cultura, no radio, jornal, telejornal, equipamentos e dispositivos que possibilitaram o aparecimento de uma cultura do disponível e do transitório: fotocopiadoras, videocassetes e aparelhos para gravação de vídeos, equipamentos do tipo walkman e walktalk, acompanhados de uma remarcável indústria de vídeo clips e vídeo games, juntamente com a expansiva indústria de filmes em vídeo para serem alugados nas vídeo locadoras, tudo isso culminando no surgimento da TV a cabo. Sua principal característica é propiciar a escolha e consumo individualizados, contrapondo-se ao consumo massivo.
A era digital vem sendo também chamada de cultura do acesso, uma formação cultural que coloca o ser humano não só no seio de uma revolução técnica, mas também de uma sublevação cultural cuja propensão é se alastrar tendo em vista que a tecnologia dos computadores tende a ficar cada vez mais barata. Dominada pelo microchip, essa tecnologia dobra aproximadamente de poder a cada 12 a 18 meses. À medida que cresce seu poder, meios digitais cuja marca principal está na busca dispersa, alinear, fragmentada, mas certamente uma busca individualizada da mensagem e da informação.

2. Em que categoria estamos atualmente, acrescente exemplos.
Encontramos-nos na categoria da “cultura digital”, porque a cada dia nos está sendo possível a escolha individualizada onde temos à nossa disposição diversificadas mídias e acesso também às novas tecnologias. Essa Especialização é um exemplo claro.

TECNOLOGIAS DO IMAGINÁRIO - Revista FAMECOS • Porto Alegre • nº 22 • dezembro 2003 • quadrimestral .