Aquecimento com Marcelo Tas
Mídias na Educação – Sociedade Cultura e Tecnologia
1 - Um paralelo entre as ideias de Lúcia Santaella e Marcelo Tas
Definição de mídias – Lúcia Santaella
Ora, mídias são meios, e meios, são simplesmente meios, suportes materiais, canais físicos, nos quais as linguagens se corporificam e através dos quais transitam. E ainda...o veículo, meio ou mídia de comunicação é o componente mais superficial, no sentido de ser aquele que primeiro aparece no processo comunicativo. Embora sejam responsáveis pelo crescimento e multiplicação dos códigos e linguagens, meios continuam sendo meios.
A autora ainda comenta o pensamento de Heim (1999, p.31-45) que divide os críticos em três tipos de reação: os realistas ingênuos, os idealistas e os céticos. Aponta os realistas como aqueles que associam a realidade do imediatismo a computadores como poluidores e estes recuam, sua pretensão é estar fora da tecnologia, contrastando com os idealistas que consideram o mundo ‘digital’ o melhor dos mundos, avançam com otimismo, e, por fim os céticos que insistem que o ciberespaço está atravessando um processo de nascimento muito confuso o que os levam a ter uma atitude “de deixar acontecer para ver como é que fica”.
Superestimar e subestimar – Marcelo Tas
Os que subestimam o fazem por preconceito e não vêem o computador como um veículo de comunicação. Os que superestimam são os deslumbrados, em tudo percebe genialidade. Marcelo diz que é preciso estar atento tendo o “cuidado para não perder a perspectiva de que nós estamos falando de pessoas que estão usando essas ferramentas, e não das ferramentas”. Para o mesmo não adianta ter a máquina e não saber usá-la.
Em suma tanto para Santaella, quanto para Tas as mídias são instrumentos que devem ser usados com sabedoria, pois o próprio homem é que as cria e elas não seriam nada se não houvesse ‘alguém’ para manuseá-la. De acordo com Tas não será a ferramenta que vai determinar se o conteúdo vai ser bom ou não e sim como o autor vai desenvolvê-lo, dependendo assim do autor.
2 - “Inventou-se a motocicleta e a gente fica falando do pneu, do aro, do banquinho e não fala da viagem que a gente tem pra fazer com a moto”.
A falta de informação, de conhecimento, o medo do novo (nesse caso das novas tecnologias), o deslumbramento, esses dentre outros fatores, levam o indivíduo e perceber tão somente o que está à vista e não o que se pode fazer com o que se tem à mão. Isso dificulta muitas vezes na utilização das mídias, quantas vezes se ouve uma dona de casa dizer que: “só sabe ligar e desligar a televisão”, não conhece os recursos que tem em um controle remoto, e o celular só usa para atender e ligar as vezes nem sabe como procurar o contato na agenda do aparelho, e ainda faz o uso de uma cadernetinha com os nomes dos contatos, quando recebe uma mensagem espera alguém chegar pra saber por que ele ‘apitou’, sabe que é bom, mas não sabe como usar. Na mesma situação encontram-se muitos de nós (alunos), não sabemos como utilizar a plataforma, como chegar aos meios para postar uma atividade... Tudo ainda é novo, mas a oportunidade está à disposição é só aprender.
3 - Relevância e discernimento
Para Tas relevante é o ‘conteúdo’ ter consistência, ser significativo, fazer diferença, trazer ao indivíduo uma reflexão, deve ser algo que venha permear os pensamentos da pessoa, pra que haja uma ação transformadora, mas, para isso é necessário discernir. Todos os dias novas manchetes e artigos são lançados nas diversas mídias e como a internet está ‘bombando’, por que não utilizar esse meio que é tão rápido para divulgação e de tanta acessibilidade?
4 - A função do professor e a tecnologia
Daí vem o papel do professor, que precisa ‘saber usar’ o computador e conhecer os recursos que a internet oferece, estar ‘muito’ por dentro do que acontece ao seu redor (quando, não se sabe, tempo pra isso ele não tem), para contextualizar, interferir e ajudar seu aluno a construir seu conhecimento, tarefa difícil, os alunos vivem ‘navegando’ até sem internet.
Segundo Moran (2009, p.22),
Um dos grandes desafios para o educador é ajudar a tornar a informação significativa, a escolher as informações verdadeiramente importantes entre tantas possibilidades, a compreendê-las de forma cada vez mais abrangente e profunda e a torná-las parte do nosso referencial.
5 – “... Então a gente já vive imerso nesta gelatina de informação, e cada pessoa tem o seu filtro, sua maneira de se relacionar com isso.”
Realmente há uma gama de informações por aí, o que se faz pertinente, que é um se desafio, é a pessoa saber como filtrá-las. É uma escolha individual, o que para um é ‘certo’ para outro é ‘ruim’, e há muita coisa nociva vinculada aos meios.
Santaella afirma que,
...esses meios e os processos de recepção que eles engendram é que preparam a sensibilidade dos usuários para a chegada dos meios digitais cuja marca principal está na busca dispersa, alinear, fragmentada, mas certamente uma busca individualizada da mensagem e da informação.” (SANTAELLA, 2003, p. 27).
BIBLIOGRAFIA
MORAN, José Manoel. Caminhos para a aprendizagem inovadora. Novas Tecnologias e Mediação Pedagógica, 15ªed. SP: Papirus, 2009, p. 22-24. Disponível em: < http//www.eca.usp.br/prof/moran/camin.htm> . Acesso em: 28 jan.2012, 17:39.
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Sociedade, Cultura e Tecnologia
Atividade 1
Sociedade Cultura e Tecnologias
Da cultura das mídias à cibercultura: o advento do pós-humano – Lúcia Santaella
Por Solange de Carvalho Araújo
Categorias e características das formações socioculturais
1. Quais são as categorias listadas pela autora e como estão caracterizadas?
- A autora considera seis tipos de formações: a cultura oral, a cultura escrita, a cultura impressa, a cultura de massas, a cultura das mídias e a cultura digital.
-Estão caracterizadas da seguinte forma:
Para a autora, antes é necessário lembrar que essas divisões estão pautadas na convicção de que os meios de comunicação, do aparelho fonador às redes digitais atuais, são apenas canais para a transmissão de informação. Porém os tipos de signos que circulam nesses meios, os tipos de mensagens e processos de comunicação são neles que se produzem os verdadeiros responsáveis não só por moldar o pensamento e a sensibilidade dos seres humanos, mas também por propiciar o surgimento de novos ambientes socioculturais.
As culturas oral e escrita estão dispostas em signos, linguagem e pensamento. Essas mídias são adaptáveis a novos ambientes sociais, onde é possível estudar sociedades cuja cultura se molda pela oralidade, pela escrita e mais tarde pela explosão das imagens na revolução industrial-eletrônica etc.
A cultura impressa não nasceu diretamente da cultura oral. Foi antecedida por uma rica cultura da escrita não alfabética.
A cultura das mídias encontra-se nos casamentos e misturas entre linguagens e meios, misturas essas que funcionam como um multiplicador de mídias. Estas produzem mensagens híbridas encontradas, nos suplementos literários ou culturais especializados de jornais e revistas, nas revistas de cultura, no radio, jornal, telejornal, equipamentos e dispositivos que possibilitaram o aparecimento de uma cultura do disponível e do transitório: fotocopiadoras, videocassetes e aparelhos para gravação de vídeos, equipamentos do tipo walkman e walktalk, acompanhados de uma remarcável indústria de vídeo clips e vídeo games, juntamente com a expansiva indústria de filmes em vídeo para serem alugados nas vídeo locadoras, tudo isso culminando no surgimento da TV a cabo. Sua principal característica é propiciar a escolha e consumo individualizados, contrapondo-se ao consumo massivo.
A era digital vem sendo também chamada de cultura do acesso, uma formação cultural que coloca o ser humano não só no seio de uma revolução técnica, mas também de uma sublevação cultural cuja propensão é se alastrar tendo em vista que a tecnologia dos computadores tende a ficar cada vez mais barata. Dominada pelo microchip, essa tecnologia dobra aproximadamente de poder a cada 12 a 18 meses. À medida que cresce seu poder, meios digitais cuja marca principal está na busca dispersa, alinear, fragmentada, mas certamente uma busca individualizada da mensagem e da informação.
2. Em que categoria estamos atualmente, acrescente exemplos.
Encontramos-nos na categoria da “cultura digital”, porque a cada dia nos está sendo possível a escolha individualizada onde temos à nossa disposição diversificadas mídias e acesso também às novas tecnologias. Essa Especialização é um exemplo claro.
TECNOLOGIAS DO IMAGINÁRIO - Revista FAMECOS • Porto Alegre • nº 22 • dezembro 2003 • quadrimestral .
Sociedade Cultura e Tecnologias
Da cultura das mídias à cibercultura: o advento do pós-humano – Lúcia Santaella
Por Solange de Carvalho Araújo
Categorias e características das formações socioculturais
1. Quais são as categorias listadas pela autora e como estão caracterizadas?
- A autora considera seis tipos de formações: a cultura oral, a cultura escrita, a cultura impressa, a cultura de massas, a cultura das mídias e a cultura digital.
-Estão caracterizadas da seguinte forma:
Para a autora, antes é necessário lembrar que essas divisões estão pautadas na convicção de que os meios de comunicação, do aparelho fonador às redes digitais atuais, são apenas canais para a transmissão de informação. Porém os tipos de signos que circulam nesses meios, os tipos de mensagens e processos de comunicação são neles que se produzem os verdadeiros responsáveis não só por moldar o pensamento e a sensibilidade dos seres humanos, mas também por propiciar o surgimento de novos ambientes socioculturais.
As culturas oral e escrita estão dispostas em signos, linguagem e pensamento. Essas mídias são adaptáveis a novos ambientes sociais, onde é possível estudar sociedades cuja cultura se molda pela oralidade, pela escrita e mais tarde pela explosão das imagens na revolução industrial-eletrônica etc.
A cultura impressa não nasceu diretamente da cultura oral. Foi antecedida por uma rica cultura da escrita não alfabética.
A cultura das mídias encontra-se nos casamentos e misturas entre linguagens e meios, misturas essas que funcionam como um multiplicador de mídias. Estas produzem mensagens híbridas encontradas, nos suplementos literários ou culturais especializados de jornais e revistas, nas revistas de cultura, no radio, jornal, telejornal, equipamentos e dispositivos que possibilitaram o aparecimento de uma cultura do disponível e do transitório: fotocopiadoras, videocassetes e aparelhos para gravação de vídeos, equipamentos do tipo walkman e walktalk, acompanhados de uma remarcável indústria de vídeo clips e vídeo games, juntamente com a expansiva indústria de filmes em vídeo para serem alugados nas vídeo locadoras, tudo isso culminando no surgimento da TV a cabo. Sua principal característica é propiciar a escolha e consumo individualizados, contrapondo-se ao consumo massivo.
A era digital vem sendo também chamada de cultura do acesso, uma formação cultural que coloca o ser humano não só no seio de uma revolução técnica, mas também de uma sublevação cultural cuja propensão é se alastrar tendo em vista que a tecnologia dos computadores tende a ficar cada vez mais barata. Dominada pelo microchip, essa tecnologia dobra aproximadamente de poder a cada 12 a 18 meses. À medida que cresce seu poder, meios digitais cuja marca principal está na busca dispersa, alinear, fragmentada, mas certamente uma busca individualizada da mensagem e da informação.
2. Em que categoria estamos atualmente, acrescente exemplos.
Encontramos-nos na categoria da “cultura digital”, porque a cada dia nos está sendo possível a escolha individualizada onde temos à nossa disposição diversificadas mídias e acesso também às novas tecnologias. Essa Especialização é um exemplo claro.
TECNOLOGIAS DO IMAGINÁRIO - Revista FAMECOS • Porto Alegre • nº 22 • dezembro 2003 • quadrimestral .
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